A minha pirâmide alimentar está um pouco baralhada. E, feitas as contas, as carnes de caça quase preenchem a base. Desde miúdo acompanhava monte acima na caça de alguns destes animais e cheguei a dar uns tiros bem certeiros, por isso tenho uma predilecção especial pela carne de caça vai desde o javali, canguru, lebre, coelho bravo, faisão, perdiz, veado, avestruz, etc…

Para hoje resolvi fazer algo muito simples, sem muitos preparos, mas que dignifique um bom repasto dominical. Para entrada um queijo gratinado (acrescentei azeite, sal e oregãos); para prato principal uns bifes de veado grelhados numa frigideira ferro fundido e temperados com sal, alho laminado e alecrim (no fim dei o meu toque final: uma golpada de whisky), aproveitei o molho da carne para saltear umas castanhas e acompanhei com gratinado de batata e brócolos.

Para beber um Quinta do Canto Garrafeira 1994. Creio que este vinho dispensa apresentações, decantei 3 horas e todo ele foi pura elegância, tanto pela sua complexidade aromática, assim como a belíssima cor com que se exibiu e a sua textura aveludada.

Para terminar o almoço domingueiro um café da Negrita em Braga, um bolo de arroz e um licor de Singeverga.

Ricardo Soares

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