Palácio da Brejoeira 2006 & Poseidon 2014: Expectativas vs Realidade

  • Palácio da Brejoeira alvarinho 2006
  • Poseidon tinto 2014

No mundo dos vinhos temos de aprender a gerir as expectativas, os factores são imensos (marketing, preço do vinho, quem o produz, ideias pré concebidas, algumas notas/avaliações organolépticas, etc), e quanto maior for a expectativa maior será a decepção.

Os dois casos que hoje apresento foram dois vinhos que, de forma similar, me desiludiram. Dois exemplos de vinhos em que as expectativas eram grandes, prova disso foi o facto de ter preparado um almoço que ligasse com os vinhos tendo em conta as suas características.

Ambos os vinhos mostraram uma evolução nada favorável, perderam força, nervo, acidez quase nula e aromas “enfraquecidos” e sem grandes detalhes. Na minha opinião o tempo não lhes fez bem, estarem presos 7 e 15 anos, respectivamente, foram o culminar de uma evolução com debilidades.

Claro que toda a gente me questionará sobre se ambos os vinhos foram bem armazenados, sobre as suas condições de guarda, a temperatura de serviço, se o repasto foi o mais acertado, se eu estaria com covid ou constipado e isso influenciaria a prova, etc… A todas estas questões respondo apenas que a elevada expectativa traiu-me, almejei algo grandioso e a realidade soou com estrondo. São exemplos como estes que me ensinam a não criar tantas expectativas nem fazer muitos planos. Ainda tenho mais 3 garrafas do Brejoeira 2006, vamos a ver se a prova será diferente e demonstre que esta garrafa foi apenas uma excepção.

Outra questão paira no ar e ao qual voltarei brevemente: – o que se passa com a capacidade de envelhecimento dos vinhos de hoje?

Foi um fim de semana para esquecer. Felizes os que nada esperam, nunca serão desiludidos…

Ricardo Soares

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