Por diversos motivos, nomeadamente pessoais, já do conhecimento do produtor Paulo Cerdeira Rodrigues, andei a adiar a abertura deste vinho.

Estive a escassos minutos de o juntar ao “Fiel” na noite de Natal mas um impulso demoveu-me. Em boa hora o fiz visto que no Natal perante a miscelânea de sabores e diversidades gastronómicas talvez prejudicassem a prova e não fosse bem sucedida…

Pois bem, ganhei coragem e abri o vinho para acompanhar um bacalhau assado à minha maneira. O bacalhau foi o vintage com 20 meses de cura da Lugrade, assado no forno com uma cebolada (gosto dela avinagrada, uso vinagre Moura Alves tinto) e presunto cortado aos cubinhos, batata a murro e tudo regado com azeite Distintus. Penso ter cozinhado na perfeição, textura firme e sedosa, a posta a soltar-se em avantajadas lascas, brancas e gelatinosas, tudo em aromas quentes a desfazerem-se na boca.

Senti que tive um dia bom na cozinha… que quadro… que quadro bem apelativo. E para o completar da melhor forma escolhi este Quinta do Regueiro alvarinho barricas 2015, a segunda edição produzida.

Um vinho bastante sofisticado, com uma grande complexidade e classe, madeira muito bem integrada, belíssima acidez, aromas frescos e já a entrar na maturidade…

Proponho um desafio à Lugrade, aos produtores do Moura Alves e do Distintus, e ao produtor da Quinta do Regueiro:
– juntem os vossos produtos – bacalhau vintage, Quinta do Regueiro alvarinho barricas, azeite e vinagre – e apresentem aos vossos consumidores.

Experimentem e transmitam-me a vossa opinião.

Creio ter encontrado a harmonização perfeita…

Ricardo Soares

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