“…o ar que respiro, este licor que bebo,
Pertencem ao meu modo de existir…”
Álvaro de Campos, in “Poemas”

Este licor de gengibre caseiro foi um maravilhoso desconhecido, um perfeito conforto que me encheu os sentidos, um modo diferente de existir.

Fazer uma prova é ir ao encontro do desconhecido (não falo das provas para enófilos/bloggers pseudo publicitários).

Antes da prova não sabemos nada acerca do que vamos beber. Com toda a lucidez, se soubéssemos alguma coisa do que vamos beber, antes de o fazer, antes de beber, se calhar nunca beberíamos este ou aquele vinho. Não valeria a pena porque nada haveria para descobrir.

Daí que a descoberta, a prova, deste licor tenha sido cheia de nobreza.

Não se pode descobrir novos vinhos sem aceitar perder de vista o nosso conforto por uns tempos (vê-se por aí uns enófilos/bloggers que não saem da cepa torta).

Como costumo dizer: temos de nos contentar em descobrir, abstendo-nos de explicar (malfadados pseudo, repito, “pseudo”, pseudo descriptores).

E assim, toda a prova deste licor foi sempre sendo um labirinto de descobertas e sensações.

Os meus sinceros parabéns e aplausos para quem o produziu.

Ricardo Soares

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