Por vezes, meus amigos winelovers, não sei como vos hei-de tratar. Custa-me tratar por “Amigos” porque amigo é coisa séria; “Winelovers” também não porque soa a parolice e não vos quero insultar…

A partir de hoje vou-vos tratar por leitores.
“Caro/a leitor”, tal como Conde de Lautréamont tratava os olhos que o liam.

Leiam este excerto que vos dedico e faço minhas as suas palavras:

Mas voltemos, caro leitor, ao tema que vos quero trazer aqui.

Perguntam-me variadíssimas vezes porque não pontuo um vinho – de 0 a 10 ou 0 a 100 – e porque não descrevo provas organolépticas?

A minha resposta é simples.
– A maioria das pontuações e provas organolépticas que leio parecem os tambores: fazem muito barulho mas são vazias por dentro.

Parece-me triste que alguém escreva apenas isso de um vinho, sinal de que nada mais possuem para partilhar…a maioria até já analisa o bouquet de um rissol.

Aí está a resposta.

Contentes?

Ricardo Soares

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