No outro dia estava com um copincha, estimado produtor de vinhos, que me disse algo parecido com isso (o presente texto foi enviado para correcção):

“Eh pá os bloggers e alguns enófilos, destes que andam por aí nos grupos de Facebook, como hei-de dizer…estão-me sempre a bater à porta…é tudo vira o disco e toca o mesmo, fazem copy past de textos do Google ou de outros colegas…enfim, o vinho já nem lhes sabe a nada!
A maioria publica textos de vinhos que só bebem nas provas organizadas nas garrafeiras, nos eventos ou em visita aos produtores…estes não são os nossos verdadeiros compradores de vinhos…são óptimos a esvaziar uma garrafa…comprar tá quieto!
Leio provas organolépticas tão parvas, sabe-lhes a tudo: cimento, pedra molhada, cedro, musgo, húmus, lápis de cera, a seda, a natas, a borracha, etc. Às vezes esquecem-se que o vinho pode estar estragado.
Já não há capacidade crítica, em que escola é que esta gente andou?
Olha, sabes o que disse um dia o teu amigo Sigmund Freud? Disse: Antes de ser diagnosticado com depressão ou baixa auto-estima, certifique-se de que não está rodeado por idiotas.”

Foi mais ou menos isso, e entre outras coisas…

Enquanto ele deambulava frases em vozes alta eu pensava ao mesmo tempo: “já não me recordo de ir a um evento, jantar, feira, prova, etc.”

Cheguei a casa, procurei nos meus livros de Freud a referida citação dos idiotas e deparo-me com esta: “Acabei por convencer-me de que a masturbação era o único grande hábito, a «necessidade primitiva», e que as outras necessidades, como as do álcool, da morfina, do tabaco, não passam de seus substitutos, produtos de substituição.”

Ricardo Soares

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