Quando publiquei este vinho no Grupo de Facebook Desarrolhar tive um comentário deveras curioso do meu amigo Miguel Ferreira, d’ A Lei do Vinho: “E que contou o vinho? Não o deixes em silêncio porque estes vinhos foram feitos para nos contar histórias”

Não lhe respondi na íntegra porque tive receio de não fazer jus ao vinho e ser vago demais. Mas se tivesse de o resumir em duas linhas pegaria nas palavras de Thomas Jefferson: “Os momentos mais felizes da minha vida foram aqueles, poucos, que pude passar em minha casa, com a minha família.”

E assim foi na companhia da minha mulher, da minha filha e de um casal que, não sendo do mesmo sangue, são família.
Além do laço que os une à minha filha (madrinha), família são aqueles que escolhem, de forma livre, estar connosco. São aqueles que não nos abandonam, nem esquecem, e que nos enriquecem e embelezam tornando a família ainda mais harmoniosa. São estes que fazem com que a família seja maior que a humanidade.

E este vinho completou na perfeição a união e convívio familiar. Apresentou uma belíssima tonalidade, de cor granada, com um início tímido mas copo a copo foi-se revelando com alguma intensidade, aromas frescos e florestais, frutos vermelhos, bem estruturado e cheio de vida, quase mastigável, e com grande profundidade.

…serena harmonia que emana deste vinho e desta família, feitas para se unirem!

Ricardo Soares

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