Às vezes apetece-me ser um trolha (sem qualquer desprestígio a quem trabalha nesta profissão) e dizer alto e bom som: – ó boa ó amor ó querida.

Não sou arquitecto nem vou fazer de conta que sou um arquitecto vínico, de esquadro numa mão, lápis na outra e cálculos na cabeça. Já não tenho paciência, nem conhecimentos, para aquelas arquitecturas dos xis aromas, xis taninos, xis fruta, etc…chega a um ponto em que tudo é a mesma coisa.

Não. Para mim o vinho não é isso, não são medições nem cálculos. É mais do que isso. E mesmo assim consigo construir catedrais.

Este vinho é um autêntico sino (ou um hino) de uma grande catedral. E quando passou à minha frente dei um piropo bem audível: – ó boa ó amor ó querida

Ricardo Soares

4 thoughts on “Poço do Lobo Cabernet Sauvignon 1996

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