Foi com os vinhos durienses que comecei a caminhada neste mundo, foram os primeiros vinhos a contarem-me histórias sensoriais e, por isso, quando encontro um que me satisfaz plenamente regozijo-me.

Já é demais sabido que adoro os vinhos do Márcio Lopes, qualquer um. E este Proibido Grande Reserva 2015 tinto está no topo das minhas preferências.

Este vinho é uma espécie de oceano sensorial, cheio de surpresas a cada gota, repleto de caminhos inesperados em que cada trilho é um espetáculo de luz, sons e sabores, um misto de ondas marítimas que ora batem com bravura ora com a lucidez necessária, um vinho com o Douro e as suas gentes lá dentro.
É um vinho que apresenta fruta preta e especiarias bem vincadas no nariz, apesar da sua jovialidade senti-o bem equilibrado na boca com um “manto” longo e persistente, os taninos levemente afinados (com o tempo estarão mais bem afinadinhos), elegante e bem arestado.

Kléber Novartes poetizou:
“Se alguém encontrar o equilíbrio,
venda-me o mapa.”

E o Márcio Lopes é o portador deste mapa…

A mim nunca me enganou!

Ricardo Soares

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