Quando aqui publico um qualquer texto de vinho, à semelhança de alguns companheiros, e embora eu não seja um teórico, fico sempre na expectativa de que um número significativo dos não sei quantos “amigos” dos grupos vínicos de Facebook interrompa por uns minutos o seu “conforto”, e se junte a mim no entusiasmo de pertencermos a uma espécie que não se limita a saltar de árvore em árvore como os macacos, arremessando entre si cocos e bananas (também poderiam ser, como está na moda, o arremesso de revistas).

Engano meu. Apenas um punhado muito reduzido manifesta o seu gosto. Em geral, preferem informar-nos do essencial, isto é, a foto de um vinho caro, um vinho velho, um vintage ou um colheita todo xpto, ou um vinho que vos foi dado mas que juram a pés juntos que o compraram.

Creio que somos o único animal que sabe ler. Uma crónica, um texto, identicamente ao trabalho de um produtor de vinhos, requer muita concentração, trabalho e suor.

E como somos humanos, peço àqueles que não queiram, ou não possam, reflectir sobre o tema, se abstenham de recorrer à ironia, ou à brejeirice.

Senão mais vale falar de amendoins…

Ricardo Soares

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