Não me considerem crente nem “creiam” que estou neste momento a gozar mas digam todos comigo:

“Confesso a Deus Todo-Poderoso
e a vós, irmãos
que pequei muitas vezes
por pensamentos, palavras,
atos e omissões,
por minha culpa,
minha tão grande culpa…
…”

Não podemos ser só nós a escolher, a decidir e a “harmonizar”. Com esta história, de estarmos constantemente a pensar em vinho, qual a próxima garrafa a abrir neste ou naquele almoço/jantar e a próxima garrafa a comprar, esquecemo-nos que os outros também têm vontades, impulsos e ideias. Por vezes o nosso modo de pensar, de falar e agir faz com que os outros se inibam de dar as suas próprias ideias. Sentimo-nos o “macho Alpha” vínico e esquecemo-nos que os outros também querem participar assumindo a liderança, liberdade e decisão na escolha do vinho.

Resumindo e concluindo esta minha pequena dissertação: – dei a “liberdade” à minha esposa pela escolha e compra de um espumante para bebermos e a escolha recaiu no Mateus Sparkling Rosé Brut Baga and Shiraz.

Confesso que me assustei, fiquei aterrado, petrificado, impávido, completamente siderado e descrente. Mas lá pensei que poderia não ser assim tão mau e…apresentou-se com uma cor rosada e salmonada, de inúmeras bolhas finas a dar alguma persistência e delicadeza, exibiu-se com notas florais e frutas primaveris, com bastante frescura e notória acidez. O final em si foi aromático e delicado.

É óbvio que o meu perfil de espumantes é outro mas tenho de dar a mão à palmatória e confessar que foi um serão agradável…

Ricardo Soares

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