Muitos falam da elegância dos vinhos do Dão mas eu como consumidor não vejo grandes estratégias capazes de ombrear com outras regiões e sinto algumas dificuldades em adquirir vinhos de determinados produtores desta região.
O consumidor que paga é diferente daquele consumidor que não paga. Normalmente, no mercado, o consumidor que paga e procura é aquele que mais valoriza o produto. Que premissa tão simples e nada difícil de entender: paga logo valoriza. Ao contrário de muitos que se gabam em expor nos fóruns e blogs os seus desarrolhares que lhes foram oferecidos pelos produtores, na minha garrafeira todas as garrafas têm o peso dos euros.  E por isso assumo a responsabilidade das minhas provas e valorizações subjectivas.

Mas vamos ao que interessa: Álvaro Castro Dão 2011.
No ponto. Não encontro melhor explicação para este belíssimo vinho. Estava no ponto. Com um requinte vibrante, elegante, sublime, refinado e preciso. Dos melhores vinhos tintos que já bebi nos últimos tempos.
Esboçou uma cor vermelho vivo, um aroma intenso e fino, notas de fruta madura. Taninos bem polidos e um final longo, elegante e apelativo. Porra, estava mesmo no ponto.

Ricardo Soares

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